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Antes mal acompanhada do que só?!
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Antes mal acompanhada do que só?!

A expressão foi usada para caracterizar o comportamento de mulheres do início do século, já que a original "antes só do que mal acompanhada" não reproduzia o perfil dessas mulheres, cuja atitude era de passividade, submissão e dependência.

No entanto, tais características comportamentais que demonstraram ser tipicamente femininas, parecem não ter ficado integralmente no passado, como possamos imaginar. Sabe por quê? Porque aquelas mulheres continuam aqui entre nós, em nova versão. Elas podem ser uma de nós, numa caricatura moderna, independente, competitiva, sensual. Porém, como toda caricatura, conserva alguns traços que revelam semelhança com aquela mulher do passado.

Observamos, na prática, ainda hoje, o quanto a expressão pode ser usada com a mesma propriedade que no passado encontramos um número surpreendente de mulheres escolhendo casar ou conviver intimamente com parceiros que nada têm a ver com elas, nada possuem para lhes oferecer além da falsa ilusão de companheirismo. Falsa porque o autêntico companheiro é aquele que oferece presença, solidariedade, dá compreensão e carinho, está naturalmente atento às dificuldades e carências e valoriza o diálogo. Ao contrário de qualquer atitude que seja interpretada como um gesto de amor, esse "companheiro" é alguém grosseiro, egoísta, destrutivo, violento, insensível e, ainda assim, é ao lado dele que essa mulher, da qual falamos, escolhe querer estar incondicionalmente.

O que se percebe é o imenso conflito de emoções de uma mulher que parece conhecer muito bem esses sentimentos de hostilidade.

Se por um lado, dói reconhecer o desamor, por outro, descobre a identidade que tem com essas sensações e não lhe parece tão desconfortável, embora saiba que não dá para ser feliz. Mas, quanto mais for complicado e difícil romper com essa relação, mais características de conflitos antigos parecem conter. Esses relacionamentos conflitados refletem uma infância onde, provavelmente, tenha sido exigido muito esforço para ser amada, protegida, valorizada e, através de um relacionamento desses, a mulher tenta, inconscientemente, resgatar ferimentos antigos, tentando, de volta, a oportunidade de cicatrizá-los. Esse homem, simbolicamente, representa a falta, a indiferença, a rejeição de uma experiência bastante familiar e qualquer tentativa de rompimento com essa dor emocional envolve a ameaça de sentir-se remetida a um lugar da infância que conhece tão bem e do qual tem um medo intenso que é o de ficar só e reviver um sentimento antigo de abandono.

 

FONTE: Dra. Angela Corrêa (Psicóloga Clínica)
publicado em 15/06/2018 19:39:00

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Comentários do artigo

LuStar em 13/06/2018 10:04:00

Faço parte das que preferem ficar só (com seus sonhos e sua esperança) do que mal acompanhada por alguém que não te respeita, não te ama, não vibra na mesma sintonia.

Vehuel-rj em 21/06/2018 19:03:00

Concordo, Lu...jogo nesse time! rs

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