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O divórcio na maturidade
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O divórcio na maturidade

Terminou o projeto a dois. Vamos seguir em frente!

Quem já passou pela experiência sabe que o divórcio não é agradável a ninguém e deve ser tratado de forma a causar a menor dor possível.

Independente se um deles quis, ou provocou, a separação. Ambos perdem seus sonhos, suas expectativas e todo investimento de afeto, de energia, de tempo e de vivências compartilhadas que colocou no casamento. Ambos se casaram para viver juntos e é o fim dessa expectativa fundamental, a dor comum a ambos.
 
O casamento que se rompe após um período médio de tempo, por volta da primeira ou segunda década de vida conjugal, tem parte da frustação do fim da expectativa comum desviada para outras circunstâncias também doloridas, mas que exigem medidas que mobilizam muito da energia emocional das pessoas, tais como a guarda dos filhos.

Após duas décadas de casamento, essas medidas, via de regra, não são mais tão necessárias, e as pessoas se deparam mais rápida e intensamente com a dor da separação propriamente dita. Os filhos já cuidam de suas próprias vidas, e não há coisas a serem acertadas tais como: com quem eles ficam, como será o contato com o outro progenitor, como será a manutenção deles. Assim, homem e mulher mais maduros, ao se separarem, deparam-se de súbito com a reorganização de suas próprias rotinas e hábitos, desta vez a sós.

Diferindo da viuvez, por não ter como característica a fatalidade da morte, o divórcio provoca nas pessoas maduras um luto diferente, que exige mais para sua elaboração. O sonho de uma vida inteira se defez não por culpa do acaso, mas por responsabilidade de ambos, que ao longo dos anos refizeram seus sonhos, planos e expectativas em direções diferentes. Terminou o projeto comum. Esta dor é mais difícil de se enfrentar do que a da perda por morte. Na morte não temos culpa e somos vítimas da fatalidade.

No divórcio, também não podemos falar de culpas, mas tivemos nossa parcela de responsabilidade, pois nos cabe a metade de um casamento. Dor e prazer são sentimentos que cada um vive absolutamente sozinho, e que não têm palavras para serem traduzidos.

A dor do divórcio só pode ser superada quando aceita e compreendida completamente. Viver o luto da perda, não do outro, mas do sonho compartilhado com o outro, é o único caminho que pode levar de volta ao prazer.


 

FONTE: Equipe de Edição - Clube da Maturidade
publicado em 03/07/2018 08:26:00

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Comentários do artigo

yuyao em 01/08/2018 14:01:00

Amei..estou passando por esse processo agora!!!

Beliza em 31/08/2018 22:05:00

De fato, é preciso aprender a seguir sozinho.

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Maria Rodrigues em 13/08/2018 19:12:00

Muito bom .

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Beliza em 31/08/2018 22:06:00

De fato, é preciso aprender a seguir sozinho.

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